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FAQ PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

1. O que devo fazer após conhecer o diagnóstico?

2. Os princípios comportamentais são aplicáveis a todas as pessoas?

3. Até que idade pode um indivíduo beneficiar com o ABA?

4. Existem crianças que não beneficiem do programa ABA?

5. A intervenção ABA envolve suborno?

6. Porque reforçar uma criança por algo que ele ou ela precisa fazer de qualquer modo?

7. O que é que esta intervenção ensina às crianças?

8. Que resultados são esperados?


1. O que devo fazer após conhecer o diagnóstico?

Quando as crianças são jovens o tempo é precioso. Cada dia em que não existe intervenção a criança perde oportunidades de aprendizagem. A abordagem ABA encoraja a intervenção precoce intensiva, e é por isso que os resultados são óbvios nas primeiras fases de intervenção.

É importante obter informação e chegar a uma decisão informada sobre a abordagem do tratamento. De entre as várias considerações, deve ter-se em conta custos, de modo a que a longo prazo a consistência seja verificada. É importante falar com outros pais e escutar as suas experiências com diferentes abordagens, bem como receber algum apoio. É ainda fundamental relembrar que a escolha dos pais para os seus filhos não é necessariamente a correcta para outro pai ou criança.

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2. Os princípios comportamentais são aplicáveis a todas as pessoas?

Sim. Porém, a selecção de estratégias, a sua aplicação e as modificações nos indivíduos, de acordo com as suas necessidades, é diferente. Cada indivíduo é diferente, tem diferentes factores genéticos, diferentes atributos físicos, diferentes histórias de aprendizagem e diferentes circunstâncias.

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3. Até que idade pode um indivíduo beneficiar com o ABA?

A intervenção ABA pode beneficiar qualquer individuo. Os princípios de analise comportamental são aplicados a todos os humanos, com e sem deficiências, em todas as idades. No entanto, quanto mais cedo a intervenção inicia, melhor, mais rápido e mais duradoiras são as modificações.

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4. Existem crianças que não beneficiem do programa ABA?

Baseado numa abordagem teórica e na experiência, nós acreditamos que a resposta é não. No entanto, dado que uma intervenção intensiva precoce requer imenso esforço do envolvimento (consistência, custo, etc.), a intervenção pode não se moldar às características do envolvimento.

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5. A intervenção ABA envolve suborno?

A intervenção envolve a utilização de estratégias de reforço. Isto, é diferente de suborno. Além do mais, a utilização do suborno por um terapeuta comportamental não é ético. Um reforço é um evento ou estímulo que se segue ao comportamento e aumento a sua frequência.

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6. Porque reforçar uma criança por algo que ele ou ela precisa fazer de qualquer modo?

O reforço ocorre naturalmente no envolvimento. Nós apenas garantimos que ele ocorre na altura adequada e na amplitude certa. Para competências que estão a ser adquiridas, a criança requer uma grande quantidade de reforço de modo a que a aprendizagem ocorra.

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7. O que é que esta intervenção ensina às crianças?

A intervenção intensiva precoce foca-se em todas as áreas de desenvolvimento. Nas crianças com diagnóstico do espectro do autismo, a área social, linguagem e a comunicação são enfatizadas. Como regra, o terapeuta comportamental ajuda a aumentar e desenvolver comportamentos adaptativos, e a diminuir comportamentos inadequados. O programa de intervenção é adaptado de acordo com as necessidades individuais e as condições envolvimentais.

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8. Que resultados são esperados?

Tanto o progresso como a intervenção são individualizadas. Cada criança progride à sua própria velocidade. No entanto, existem algumas variáveis conhecidas que afectam o progresso. Estas incluem: idade (quanto mais jovem for a criança maior é o progresso), genéticos, consistência e intensidade.

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9. Qual é a intensidade recomendada para uma criança pequena?

A necessidade de alterações na intensidade depende das necessidades da criança. No entanto, quando existem um número de necessidades, incluindo linguagem, comunicação e socialização e a criança é jovem, estudos demonstram vantagem clara para as intervenções baseadas num mínimo de 25 horas semanais. As oportunidades de prática afectam a aprendizagem e realização.

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10. E quanto ao envolvimento parental?

O envolvimento parental é recomendado e identificado como uma das variáveis que contribuem para o sucesso. Portanto, os pais recebem formação e actualização semanal. Eles são encorajados a participar (a menos que outras variáveis, tais como modificação de comportamento surjam) em sessões, ou assistir a sessões em vídeo ou DVD. Os pais podem também assumir parte activa no desenvolvimento dos objectivos de intervenção.

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11. Porque é que as sessões são filmadas?

As sessões são filmadas com dois objectivos principais: (1) para avaliação interna, e (2) para proporcionar aos pais que trabalham observar as sessões e actuar em conformidade.

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12. É recomendado combinar abordagens terapêuticas?

A mais importante variável a ter em conta na selecção do tratamento é a que se baseia na evidência científica, ou seja, a literatura científica. A análise comportamental é baseada em mais de 50 anos de pesquisa. Qualquer outra abordagem que seja considerada como parte do tratamento deve ser tido em conta a sua validade científica.

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13. Para que serve o ABA?

A análise comportamental é uma abordagem científica que investiga e estuda as leis que governam o comportamento. Todos os humanos, com ou sem dificuldades, que procuram modificações de comportamento, podem beneficiar com as suas aplicações. As mais conhecidas aplicações são com indivíduos diagnosticados com autismo, deficiência mental, fobias, PHDA e outras perturbações de atenção, POD (Perturbação de Oposição e Desafio), POC (Perturbação Obsessivo-compulsiva), PC, (Perturbação de Conduta), entre outros. ABA é também eficazmente aplicada no contexto escolar, para a construção de um envolvimento de aprendizagem positivo.

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14. O que acontece quando a criança chora?

O choro é natural, e indica stress e dificuldades no ajustamento. A coisa mais importante é a natureza gradual da intervenção. A primeira fase da intervenção é chamada “pairing”, na qual o envolvimento positivo é estabelecido e gradualmente a exigência é aumentada.

No entanto, algumas crianças continuam a chorar devido ao facto do processo de aprendizagem não ser fácil, e a exigência não ser algo a que estão habituados. É importante não reforçar o choro, de modo a não se tornar uma estratégia de comunicação eficaz.

O tratamento certo, no entanto, deve conduzir ao mínimo de choro (ou outro comportamento inadequado) e ao máximo de sucesso.

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Actualizado em Segunda, 17 Novembro 2008 11:49
 

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