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Para além de todas as contribuições para a educação que têm sido alcançadas pelas ciências comportamentais, o foco nos vários contextos educacionais nos últimos 20 anos tem contribuído para uma intervenção técnica na conquista de modificações comportamentais que são efectivas, seguras e de fácil aplicação por professores e outros técnicos escolares. Toda a intervenção escolar centra-se no progresso de toda a escola ou da sala de aula, bem como no nível individual. Tentamos conhecer as necessidades dos alunos, famílias e escolas, encorajando o trabalho em equipa e a comunicação entre todos. Os nossos objectivos estão dirigidos para a conquista de: Uma perspectiva de equipa para a resolução de problemas de comportamento; Definição de clara e operante de condutas aceitáveis e inaceitáveis; Prática baseada na recolha de dados e avaliação contínua; Educação de adequados valores sociais, tais como responsabilidade, respeito e auto-controlo; Criação de uma aprendizagem estruturada, reforçada, encorajada e com envolvimento social.
Sugai e Horner (2002) demonstra a eficácia duma intervenção compreensiva, em que “(a) todos os alunos são alvo, (b) enfatiza resultados mensuráveis que são valorizados… (c) utiliza a recolha de dados para orientar a política de tomada de decisões, (e) que é dominada pelo reforço positivo e por uma perspectiva de construção de competências, (f) prevenção de stress, e (g) que integra todos os elementos da cultura escolar…”
Intervenção no Contexto Escolar Para conquistar alterações duráveis e extensíveis no comportamento da sala de aula, deve ser desenvolvido um plano de intervenção escolar que seja sensível a e que considere as diversas necessidades da população (estudantes, pais e outros profissionais). As estratégias são desenvolvidas para serem adaptáveis, práticas e aplicáveis.
O ênfase é atribuído a:
Sala de Aula
Em primeiro lugar, é importante que os professores reconheçam que o seu papel é importante enquanto “principais técnicos de contingência” no seio da sala de aula. O professor é o responsável pelo desenvolvimento académico e social dos seus estudantes. Nós pretendemos modelar o ponto de vista do professor e a sua consciência para a aplicação de diferentes estratégias comportamentais, de modo a transformar o contexto de sala de aula num envolvimento de aprendizagem positiva, caracterizado pela atenção, participação, paciência, respeito, motivação e realização.
Estratégias como a monitorização e modelagem de pares, manipulação da atenção do par, sistemas de motivação e organização, entre outros, podem contribuir significativamente para as competências de organização da sala de aula do professor.
Estas estratégias devem ser implementadas com integridade, consistência e precisão, o que torna a fase de treino uma etapa crucial. Professores e pais têm sido bem sucedidos no seu treino, através da realização de avaliações e observações, bem como através da aplicação de estratégias comportamentais que resultam em alterações positivas do comportamento. O treino pode assumir os seguintes formatos, individual, grupal ou piramidal. Cada um é escolhido de acordo com as necessidades, condições envolvimentais e ainda todos os outros contextos e realidades que influenciam tanto necessidades como possibilidades.
O processo de intervenção na escola inclui, de uma forma mais específica, entre outras coisas:
Nível Individual É claro que os comportamentos anti-sociais resultam da pobre realização académica. É ainda claro, que a presença de estudantes anti-sociais ou estudantes com dificuldades comportamentais, tais como impulsividade, hiperactividade e desatenção, entre outras, pode retardar seriamente a fluência do ensino e consequentemente a realização académica dos pares e da classe de aula em geral.
Da mesma forma, o comportamento inaceitável de um aluno específico pode em determinados momentos conduzir a atitudes negativas por parte do professor, prejudicando a relação professor-aluno, que acrescenta riscos futuros de diminuir a realização pessoal e a probabilidade de alteração do comportamento.
Através da análise do que acontece antes da ocorrência do comportamento (antecedente) e as diferentes formas de resposta do envolvimento à ocorrência do mesmo (consequência), é que conseguimos planear sistematicamente prevenir e alterar gradualmente o comportamento. Pelas observações e manipulações sistemáticas das variáveis do envolvimento e os seus efeitos no comportamento, torna-se possível formular hipóteses que consideram os factores desencadeantes e a função do comportamento-alvo a modificar.
A planificação da intervenção baseada nestas hipóteses deve utilizar estratégias comportamentais que se têm demonstrado eficazes, de modo a alcançar a modificação do comportamento. As estratégias utilizadas são escolhidas de acordo com as necessidades individuais, através da consideração de alguns parâmetros de aplicação (ex: tempo, facilidade, etc.). Os principais objectivos são a conquista do auto-controlo, auto-regulação, e comportamentos de envolvimento na tarefa, entre outros.
O nível individual da intervenção académica é dirigida a estudantes que:
Finalmente, alterações positivas no comportamento têm sido em inúmeras ocasiões relacionadas com o aumento das competências académicas, aumenta da motivação e independência. Por outro lado, serve ainda para reforçar os esforços levados a cabo pelos professores e libertar o seu tempo para lidar com os comportamentos inapropriados, de modo a tornar esse tempo disponível para o ensino. |
Em breve o Centro ABA terá disponível o serviço de natação adaptada. |
13. Comportamento Agressivo A atitude adequada para lidar com o comportamento agressivo no presente poderá evitar ocorrências no futuro. Está nas nossas mãos (adultos) . |