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HISTÓRIA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Pode-se associar o início da Análise Comportamental ao ano de 1913, ano em que John Watson reconheceu todo o comportamento observável como sendo o verdadeiro sujeito da psicologia. Watson introduziu uma nova abordagem comportamental, em que sublinhou a importância dos acontecimentos do meio para o controlo do comportamento. Com base nesta nova psicologia de estímulo-resposta, Watson iniciou um movimento conhecido pelo Behaviorismo.

Mais tarde, B.F. Skinner deu o seu próprio contributo à psicologia behaviorista, ao apresentar uma clara distinção entre o condicionamento clássico de Ivan Pavlov e o seu próprio conceito de condicionamento operante, mostrando que a ocorrência de um determinado comportamento é fortemente determinado pelas consequências que dele advêm. Skinner e os seus colaboradores introduziram vários princípios fundamentais do comportamento, incluindo conceitos como reforço, “prompting”, “fading”, “shaping”, etc. Estes princípios, que explicam como o comportamento pode ser aceitável, observável, medível e ter impacto sobre o meio circundante (ciência pura de análise comportamental), foram eles próprios transformados e aplicados numa nova área da psicologia (análise comportamental aplicada – ABA), que por sua vez promoveu a investigação de estratégias de ensino eficazes.

Uma das aplicação da ABA mais influentes diz respeito à área das limitações desenvolvimentais. As necessidades dos indivíduos com dificuldades de aprendizagem combinavam na perfeição com esta ciência comportamental em ascenção. A análise comportamental aplicada revelou uma abordagem compreensiva à variedade de necessidades dos indivíduos com diversas limitações desenvolvimentais.

Com o passar do tempo, muitos nomes da psicologia focaram os seus interesses no comportamento. Nos anos 60, Ivar Lovaas apresentou um programa compreensivo, que incluía um currículo, a sequência de ensino correspondente, e os princípios e estratégias para os ensinar. Mais tarde esta abordagem ficou conhecida como o “Método de Lovaas”. Originalmente, a aplicação de Lovaas incluía o uso de estímulos aversivos, uma prática que muitos questionavam. Mais tarde, Lovaas reestruturou o seu método de forma a excluir estes estímulos aversivos. Não obstante, a aplicação original descreve como ensinar um objectivo de uma forma clara e gradual (p.e. inicialmente em isolamento, depois com um ou dois distractores, seguido pelo ensino de um novo objectivo do mesmo modo, e finalmente, apresentar os dois em rotação aleatória). Lovaas também enfatizou a importância da intensidade, do tempo de mesa, do contacto ocular, do sentar adequadamente, etc, durante a intervenção. Independentemente de todas as alterações que a aplicação original sofreu, o programa do Lovaas foi pioneiro na análise comportamental aplicada, especialmente no ensino a indivíduos com autismo.

A análise comportamental aplicada obteve resultados incríveis com indivíduos diagnosticados com autismo. O próprio Lovaas iniciou o seu trabalho com crianças cujos reportórios comportamentais revelavam muitos défices de comportamentos adequados e muitos excessos de comportamentos inadequados, que na altura foram apelidados de autistas. Lovaas aplicou procedimentos de treino fundamentais da análise comportamental, que, por sua vez, mostraram ter grande eficácia junto a esta população específica. A verdadeira contribuição de Lovaas foi no seu modo de aplicar os programas – intervenções intensivas de 40 horas por semana em oposição à intervenção tradicional da psicologia clínica de apenas 50 minutos de conversa por semana.

Em 1957, Skinner analisou as funções da linguagem e apresentou as suas conclusões no livro Verbal Behaviour (o livro não sublinha nenhum método de aplicação da análise do comportamento verbal). A linguagem foi descrita em termos das suas funções: nomeadamente Pedidos, Imitação verbal, “Tacts” e Intraverbais. Analistas comportamentais como Jack Michael, Vince Carbone, Mark Sundberg, James Partington estudaram a análise científica pura de Skinner e aplicaram-na. Comportamento verbal aplicado ainda é análise comportamental aplicada, embora centrada no comportamento verbal do aluno.

Posteriormente, 30 anos depois de Lovaas ter iniciado a sua pesquisa revolucionária, uma mulher – Catherine Maurice – teve uma menina e depois um menino, ambos com reportórios comportamentais tão disfuncionais que foram diagnosticados com autismo. Ao fim de alguns anos de desespero, esta mãe encontrou, finalmente, a análise comportamental aplicada de Lovaas e com muita dedicação e trabalho dela em conjunto com a Bridget Taylor a tecnologia comportamental ajudou a normalizar os seus filhos. A sua formação em crítica literária influenciou e serviu um desejo pessoal de Catherine, escrever, provavelmente, o livro mais importante na área da análise comportamental, um estudo de caso autobiográfico das suas duas crianças – Let Me Hear Your Voice.

Qualquer ser humano realizará mais determinada acção quanto maior for a certeza das suas consequências positivas (reforço), qualquer pessoa precisa de ajuda e de ser ensinada quando não sabe fazer algo (ajuda), essa ajuda precisa de ser gradualmente reduzida, de modo a permitir independência na realização das tarefas recentemente aprendidas (extinção). Precisa também de aperfeiçoar as suas habilidades com a prática (moldagem). A ciência comportamental é sólida e a sua aplicação deve ser inteiramente baseada no aluno. Através da informação escrita, a experiência pessoal e o conhecimento do aluno, os profissionais deverão ser capazes de determinar o que é mais eficaz para cada indivíduo. Visto que a intenção da análise comportamental aplicada é de mudar comportamentos assinalados, é fundamental ao sucesso do programa que estes comportamentos sejam escolhidos de acordo com as necessidades e o estilo de vida do aluno, de modo a que mudança garanta a melhoria da qualidade de vida.

 

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O Centro ABA já tem uma equipa na margem sul do Tejo e na cidade do Porto.

Ideia do Mês

13. Comportamento Agressivo

A atitude adequada para lidar com o comportamento agressivo no presente poderá evitar ocorrências no futuro. Está nas nossas mãos (adultos) .

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